Inoxidáveis,
o Theté comentou que faltava o copo do Fábregas na foto da sala de Física. E desta sala, lembram?
quarta-feira, 21 de março de 2012
terça-feira, 20 de março de 2012
Uma marca dos anos 70
Inoxidáveis, nada mais anos 70 que as enciclopédias. Eram tesouros almejados por todos. Leio que a Encyclopedia Britannica anunciou o fim da sua versão impressa. Seus volumes foram impressos por quase 250 anos. Imagino quantos milhões de jovens e adultos tenham folheado suas páginas, quanta curiosidade saciou, quanta nota aumentou, quanta gente distraiu e informou.
É justo dizer que encerra-se uma época. Sou um entusiasta da tecnologia, mas, saudosista, sinto pelo fato de que meus netos não possam conhecer o prazer de abrir aquelas caixas volumosas, folhear páginas e se perder no tempo lendo seus verbetes.
É justo dizer que encerra-se uma época. Sou um entusiasta da tecnologia, mas, saudosista, sinto pelo fato de que meus netos não possam conhecer o prazer de abrir aquelas caixas volumosas, folhear páginas e se perder no tempo lendo seus verbetes.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Quem não reconhece?
Sexta feira passada tive o prazer de encontrar um mais que colega, um amigo que há aproximadamente cinco anos não via. Alguns sábados antes do encontro de 2007 nos vimos, nos encontramos no Mercado Público. Ele, com as filhas, tomava um champagne quando o vi. Falei do encontro, insisti, mas não foi possível seu comparecimento.
Este ano tive de conseguir com seu irmão o celular (que estava fora de área) e ele retornou a ligação. Combinamos e nos encontramos no Emporium Bocaíuva, numa sexta ao final da tarde.
Quando cheguei, ele já estava lá com duas de suas filhas e conversamos bastante sobre "nossos tempos".
É esse cara da foto, cercado por belas mulheres, suas filhas - uma dentista, uma advogada e uma nutricionista - Murilo de Souza Rosa, o Muia. Ele optou pela medicina, e se estabeleceu em Criciúma, onde tem uma clínica oftalmológica.
O Muia sempre impressionou por sua determinação, lembro na época do vestibular, quando transformou a garagem do Dr. Neri Rosa ali na rua Dib Mussi em um quarto de estudos, livros por todas as prateleiras, uma mesa para as anotações, um quadro verde para discutir questões. Hoje é um profissional de sucesso, mas mais que isso é a mesma pessoa, o mesmo amigo que volta e meia era perturbado pelos convites dos amigos menos dedicados para quebrar aquela rotina espartana e se divertir um pouco.
Este ano tive de conseguir com seu irmão o celular (que estava fora de área) e ele retornou a ligação. Combinamos e nos encontramos no Emporium Bocaíuva, numa sexta ao final da tarde.
Quando cheguei, ele já estava lá com duas de suas filhas e conversamos bastante sobre "nossos tempos".
É esse cara da foto, cercado por belas mulheres, suas filhas - uma dentista, uma advogada e uma nutricionista - Murilo de Souza Rosa, o Muia. Ele optou pela medicina, e se estabeleceu em Criciúma, onde tem uma clínica oftalmológica.
O Muia sempre impressionou por sua determinação, lembro na época do vestibular, quando transformou a garagem do Dr. Neri Rosa ali na rua Dib Mussi em um quarto de estudos, livros por todas as prateleiras, uma mesa para as anotações, um quadro verde para discutir questões. Hoje é um profissional de sucesso, mas mais que isso é a mesma pessoa, o mesmo amigo que volta e meia era perturbado pelos convites dos amigos menos dedicados para quebrar aquela rotina espartana e se divertir um pouco.
Talvez alguns possam estranhar o fato de dois amigos ficar tanto tempo sem se encontrar, mas isto, para nós, não tem a menor importância. Há alguns anos atrás, eu e o Cordioli ligamos para ele e ficamos um bom tempo ao telefone, nós em um bar em Brasília, e ele em sua casa em Criciúma. O tempo decorrido desde nosso último encontro não importava, nunca importou. O que realmente era relevante era a amizade. Há muito, desde o início do colégio, éramos um grande trio, e isto continuava ontem, continua hoje.
Tenho observado pelos emails que recebo e pelos comentários que isto ocorre com muitos. Destaco, para exemplificar, o carinho da Rachel aos se referir às amigas na foto que enviou como colaboração. O tempo não importou, não importa, o fantástico é podermos celebrar um encontro de muitas e agradáveis memórias, de histórias que fazem a nossa vida.
Tenho observado pelos emails que recebo e pelos comentários que isto ocorre com muitos. Destaco, para exemplificar, o carinho da Rachel aos se referir às amigas na foto que enviou como colaboração. O tempo não importou, não importa, o fantástico é podermos celebrar um encontro de muitas e agradáveis memórias, de histórias que fazem a nossa vida.
domingo, 18 de março de 2012
Do dia da formatura
Inoxidáveis,
Recebo uma colaboração da Rachel Duarte Moritz: ela nos envia uma foto tirada no dia da nossa formatura. Se vocês bem lembram - com certeza lembram - naquela época as formaturas não eram os espetáculos de hoje, eram bem mais simples, realizadas no Colégio mesmo, e a cerimônia da nossa foi no Ginásio Ivo Silveira. Talvez por isto a dificuldade de se conseguir fotos da época. Mas a importância da data e o carinho com as amigas possibilitou à Raquel compartilhar conosco aquele momento novamente. Na foto, três formandas com os familiares, da esquerda para a direita Djanir Cristina, Lisa e Rachel. Na época, a Djanir já namorava o Evangelista, que aparece atrás dela (cliquem na foto para ampliar).
Obrigado, Rachel, pela colaboração, e reitero os pedidos de colaboração para o blog. Amanhã colocarei uma foto de um colega que a maioria não vê desde 1992. Mas só amanhã saberão quem.
Recebo uma colaboração da Rachel Duarte Moritz: ela nos envia uma foto tirada no dia da nossa formatura. Se vocês bem lembram - com certeza lembram - naquela época as formaturas não eram os espetáculos de hoje, eram bem mais simples, realizadas no Colégio mesmo, e a cerimônia da nossa foi no Ginásio Ivo Silveira. Talvez por isto a dificuldade de se conseguir fotos da época. Mas a importância da data e o carinho com as amigas possibilitou à Raquel compartilhar conosco aquele momento novamente. Na foto, três formandas com os familiares, da esquerda para a direita Djanir Cristina, Lisa e Rachel. Na época, a Djanir já namorava o Evangelista, que aparece atrás dela (cliquem na foto para ampliar).
Obrigado, Rachel, pela colaboração, e reitero os pedidos de colaboração para o blog. Amanhã colocarei uma foto de um colega que a maioria não vê desde 1992. Mas só amanhã saberão quem.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Ginásio de esportes foi reinaugurado
O Ginásio Ivo Silveira tem registradas muitas histórias e competições. Inúmeras competições esportivas de Florianópolis passam por esse ginásio, no Colégio Catarinense. Quem não se recorda ou já ouviu relatos de competições de grandes equipes, como a do Colegial? O espaço também despertou o interesse de muitas crianças e jovens pela saudável prática esportiva.Com o passar do tempo, porém, melhorias são necessárias. Por isso, a manutenção é feita de modo constante, mas a desse ano é um marco na história do ginásio, com capacidade para um público de 1500 pessoas em suas arquibancadas.
Amanhã, dia 09 de março, o Colégio Catarinense inaugura a reforma do Ginásio Ivo Silveira. Além da pintura, foram feitas melhorias nos vestiários e em outras instalações, e o ginásio está com uma nova quadra esportiva. Os tacos utilizados desde a sua construção foram substituídos por pisos de madeira flutuante. Esse tipo de material proporciona maior conforto e segurança, pois amortece os impactos, reduzindo os riscos de lesões decorrentes da prática desportiva. Em caso de quedas acidentais, o impacto com o piso também é amortizado, reduzindo, assim, os riscos de lesões mais graves.
O cerimonial de inauguração será realizado em dois períodos, às 10h e 17h. Nos dois momentos, os primeiros minutos serão reservados para a bênção inaugural e palavra do Diretor Geral do Colégio Catarinense, Padre Mário Sündermann, SJ. Em seguida, haverá disputas de handebol feminino e futsal masculino com turmas do Ensino Médio, marcando com chave de ouro esse momento histórico do Colégio.
terça-feira, 13 de março de 2012
Museu do Homem do Sambaqui abre as portas para visitação | Colégio Catarinense
Museu do Homem do Sambaqui abre as portas para visitação | Colégio Catarinense
Publicado em 13 de março de 2012 por Marcio Alexandre
As crianças tiveram o privilégio de ouvir histórias, com direito a comentários inusitados. Um dos que gerou discussão entre as crianças foi sobre a quantidade de utensílios que o homem julgava essenciais para serem enterrados com ele. “Os homens eram enterrados com 8 objetos: o arco e a flecha, a tenda, a proteção do pé, o cocar, o machado, uma faca e uma cuia. E vocês, crianças? Quantas coisas vocês têm no armário?” O questionamento de Sidney fez todas silenciarem por um momento, refletindo acerca da pergunta.
Publicado em 13 de março de 2012 por Marcio Alexandre
Você já imaginou passear por um museu que, além do material histórico exposto, nos proporciona ouvir histórias detalhadas sobre a cultura da época? Essa é a aventura que o educador de museus, Sidney Linhares, promete para cada visitante que passa pelo “Museu do Homem do Sambaqui”.

Na tarde de hoje, 21 crianças do “Centro Educacional Lucaz”, do bairro Capoeiras, tiveram a oportunidade de conhecer e ver de perto esqueletos com aproximadamente 1000 anos, além de cerâmicas da tradição tupi-guarani, falcões, onças, moedas dos períodos Colonial, Imperial e Republicano, coleção de carapaças de vieiras, rochas metamórficas, com dois bilhões de anos, e muito mais.
As crianças tiveram o privilégio de ouvir histórias, com direito a comentários inusitados. Um dos que gerou discussão entre as crianças foi sobre a quantidade de utensílios que o homem julgava essenciais para serem enterrados com ele. “Os homens eram enterrados com 8 objetos: o arco e a flecha, a tenda, a proteção do pé, o cocar, o machado, uma faca e uma cuia. E vocês, crianças? Quantas coisas vocês têm no armário?” O questionamento de Sidney fez todas silenciarem por um momento, refletindo acerca da pergunta.
Atendendo, em média, 2 mil e quinhentas pessoas por ano, Sidney diz que essa abordagem pedagógica nasceu e se fortaleceu devido à Pós-graduação em Pedagogia Inaciana. “Eu aprendi muito, e isso contribuiu fundamentalmente para que eu pudesse desenvolver todo esse contexto”, revela o educador.
Para quem busca conhecer o Museu do Homem do Sambaqui, com todo o acervo arqueológico, geológico, zootécnico, entre outros, está feito o convite.
Agendamento para visitas são feitos somente por telefone.
Endereço
Rua Esteves Júnior, 711,
Centro – Florianópolis – SC
CEP 88035-130
Fone: 55 (48) 3251-1516 (Vespertino: 13h30min às 17h30min)
Email: museu@colegiocatarinense.g12.br
Centro – Florianópolis – SC
CEP 88035-130
Fone: 55 (48) 3251-1516 (Vespertino: 13h30min às 17h30min)
Email: museu@colegiocatarinense.g12.br
segunda-feira, 12 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
Save the date!
Inoxidáveis,
Foi definido o dia: em 18 de agosto de 2012, realizaremos nosso encontro, comemorando 40 anos de formatura no Colégio Catarinense. Ainda definiremos o local - e sugestões são bem vindas - e informaremos aqui. Por enquanto, marque na sua agenda, reserve o(s) dia(s), vamos nos encontrar.
Foi definido o dia: em 18 de agosto de 2012, realizaremos nosso encontro, comemorando 40 anos de formatura no Colégio Catarinense. Ainda definiremos o local - e sugestões são bem vindas - e informaremos aqui. Por enquanto, marque na sua agenda, reserve o(s) dia(s), vamos nos encontrar.
quinta-feira, 8 de março de 2012
8 de março: Dia internacional das mulheres!
Inoxidáveis,
Hoje, 8 de março, comemora-se o dia internacional das mulheres. Particularmente creio que todos os dias deveriam ser dedicados para comemorar as mulheres, estas pessoas bonitas que embelezam e dão prazer às nossas vidas, mas já que há esta data, parabéns principalmente às nossas colegas, pois essas realmente espelham toda a capacidade de realização das mulheres.
Hoje são consagradas médicas, químicas, engenheiras, psicólogas, fotógrafas, jornalistas, advogadas etc, mas convém destacar que elas pegaram uma época de transição, com as meninas deixando de ser apenas donas de casa e indo à luta. Essas foram à luta! E venceram. Parabéns, garotas, vocês merecem.
Aproveitando o assunto, reproduzo uma foto que bem espelha a má propaganda: as lojas Renner, com o intuito de homenagear as mulheres, ou se excedeu ou conhece muito bem o tal do Humberto (que, garanto, não é nenhum dos dois da nossa turma). Vejam, um ato falhoda série "Se é para fazer, faça bem feito":
Hoje, 8 de março, comemora-se o dia internacional das mulheres. Particularmente creio que todos os dias deveriam ser dedicados para comemorar as mulheres, estas pessoas bonitas que embelezam e dão prazer às nossas vidas, mas já que há esta data, parabéns principalmente às nossas colegas, pois essas realmente espelham toda a capacidade de realização das mulheres.
Hoje são consagradas médicas, químicas, engenheiras, psicólogas, fotógrafas, jornalistas, advogadas etc, mas convém destacar que elas pegaram uma época de transição, com as meninas deixando de ser apenas donas de casa e indo à luta. Essas foram à luta! E venceram. Parabéns, garotas, vocês merecem.
Aproveitando o assunto, reproduzo uma foto que bem espelha a má propaganda: as lojas Renner, com o intuito de homenagear as mulheres, ou se excedeu ou conhece muito bem o tal do Humberto (que, garanto, não é nenhum dos dois da nossa turma). Vejam, um ato falhoda série "Se é para fazer, faça bem feito":
quarta-feira, 7 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
Primeira reunião
Quarta feira próxima, dia 7 de março, realizaremos a primeira reunião de planejamento do encontro de 40 anos. É uma reunião aberta, quem quiser participar da organização é bem vindo. Será realizada no Boteco Zé Mané, R. Des. Pedro Silva 1360, a partir das 19:30h.
Pauta da reunião:
1 - Data do envento;
2 - Assuntos gerais.
Confirmaram presença até agora (pela ordem):
Caco Bastos, Zé Murillo, Pedro Goulart, Cardoso, Faraco, Leoneti, Osni, Teté, Silvestre, Zé Rodolfo, Batata, Beto, e Vento Sul. Aguardo a confirmação do Galletti, Humberto Bez e do Regueira.
Para os mais afoitos, segue o mapa (clique para ampliar):
Na quinta feira serão divulgadas as resoluções tomadas e publicada a ata.
Pauta da reunião:
1 - Data do envento;
2 - Assuntos gerais.
Confirmaram presença até agora (pela ordem):
Caco Bastos, Zé Murillo, Pedro Goulart, Cardoso, Faraco, Leoneti, Osni, Teté, Silvestre, Zé Rodolfo, Batata, Beto, e Vento Sul. Aguardo a confirmação do Galletti, Humberto Bez e do Regueira.
Para os mais afoitos, segue o mapa (clique para ampliar):
Na quinta feira serão divulgadas as resoluções tomadas e publicada a ata.
domingo, 4 de março de 2012
Eu sabia!
Sabia que uma vez havia sido campeão nas olimpíadas! E foi o segundo time que conseguiu o feito. Ai esta a prova, o Tchê (Cordioli) segura o troféu de 1969! Reconheço o Sylvio Truppel, Caon, Pelu, Cordioli, Paulinho Merlin, Sergio Berreta, Beto(?), Betinho Rodrigues, Prisco, Piazeira, Pepe, eu , Eca, Luizinho Zitkwevysk (?) e Valério. Ajudem aí que conseguiremos nomear todos. Para ampliar, clique na foto.
Com a ajuda do Caco - grande memória - complementamos:
O 1º a esquerda, de calça é o Marcos Luíz (Marquinhos) Vieira, hoje Deputado Tucano
Na frente do Berreta é o falecido "De Ranho" - Luíz Alberto Moritz
Atrás do Caon o Guto Correia Dias
Entre o Caon e o Pelu, de óculos o Augusto (mesqueci o sobrenome), fez Administração comigo e tocava violão
Entre o Piazera e o Pepê é o Gilberto Rocha Linhares e, ao lado do Eca, o Ricardo Polli.....a foto P&B não mostra sua ruivice.
Com a ajuda do Caco - grande memória - complementamos:
O 1º a esquerda, de calça é o Marcos Luíz (Marquinhos) Vieira, hoje Deputado Tucano
Na frente do Berreta é o falecido "De Ranho" - Luíz Alberto Moritz
Atrás do Caon o Guto Correia Dias
Entre o Caon e o Pelu, de óculos o Augusto (mesqueci o sobrenome), fez Administração comigo e tocava violão
Entre o Piazera e o Pepê é o Gilberto Rocha Linhares e, ao lado do Eca, o Ricardo Polli.....a foto P&B não mostra sua ruivice.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Mais um que há tempo não se tem notícia
Ontem à noite, no Empórium Bocaíuva, o Pedro Goulart, ao ver dois conhecidos adentrar no bar, comentou sobre o Luiz Cordioli, o Tchê. O que foi feito dele, nunca mais o havia encontrado, ele simplesmente sumiu?
Falei que sabia que ele estava em Brasília, mudou para lá há alguns anos, é empresário no ramo de supermercados, e uma das vezes que estive lá tive o prazer de encontra-lo e tomamos alguns - muitos - chopps em um lugar extremamente agradável chamado Carpe Diem. Casado, tem uma filha muito bonita.
Com as facilidades do Facebook, encontrei uma foto para demonstrar que afora uns fios de cabelo que partiram, outros que embranqueceram, o Tchê continua o mesmo. Tenho certeza que se não houver conflitos de data, o Tchê será um dos que comparecerão ao nosso encontro.
Falei que sabia que ele estava em Brasília, mudou para lá há alguns anos, é empresário no ramo de supermercados, e uma das vezes que estive lá tive o prazer de encontra-lo e tomamos alguns - muitos - chopps em um lugar extremamente agradável chamado Carpe Diem. Casado, tem uma filha muito bonita.
Com as facilidades do Facebook, encontrei uma foto para demonstrar que afora uns fios de cabelo que partiram, outros que embranqueceram, o Tchê continua o mesmo. Tenho certeza que se não houver conflitos de data, o Tchê será um dos que comparecerão ao nosso encontro.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Seleme Isaac Seleme Jr.
Inoxidáveis,
O Seleme manifestou seu contentamento com o blog e o encontro, prometendo comparecer.
Conhecendo-o como conheço, sei que não irá ficar na promessa.
Ele agora esta em Belo Horizonte, Minas Gerais, trabalha na UFMG, após uma nem tão rápida passagem por Joinville após seu doutorado em Grenoble e pós-doc na Califórnia (que ninguém é de ferro).
Ainda é uma alma aventureira, posso afirmar. Jantamos juntos nesse verão, um encontro breve, pois após poucos dias aqui em Florianópolis, ele partiu para uma mochilada pelos Andes. Esta foto aí em cima é na fronteira Chile-Bolívia, ele (o de toca) e a família.
Transcrevo a mensagem que recebemos:
"
Seleme disse...
28 de fevereiro de 2012 13:58"
Seja muito bem vindo, amigo.
O Seleme manifestou seu contentamento com o blog e o encontro, prometendo comparecer.
Conhecendo-o como conheço, sei que não irá ficar na promessa.
Ele agora esta em Belo Horizonte, Minas Gerais, trabalha na UFMG, após uma nem tão rápida passagem por Joinville após seu doutorado em Grenoble e pós-doc na Califórnia (que ninguém é de ferro).
Ainda é uma alma aventureira, posso afirmar. Jantamos juntos nesse verão, um encontro breve, pois após poucos dias aqui em Florianópolis, ele partiu para uma mochilada pelos Andes. Esta foto aí em cima é na fronteira Chile-Bolívia, ele (o de toca) e a família.
Transcrevo a mensagem que recebemos:
"
Seleme disse...
Caro Zé, caros amigos,
Olha só o que eu venho perdendo! Contem comigo neste encontro dos quarenta. Faz tanto tempo que não vejo alguns dos "velhos" colegas que as fotos pedem legenda.
Para os da turma (você sabe disso, Zé!): estou morando em Belo Horizonte, ensinando engenharia na UFMG. "Mi casa es su casa".
seleme@cpdee.ufmg.br ou
selemejr@gmail.com
Abraços a todos.
Seleme
Olha só o que eu venho perdendo! Contem comigo neste encontro dos quarenta. Faz tanto tempo que não vejo alguns dos "velhos" colegas que as fotos pedem legenda.
Para os da turma (você sabe disso, Zé!): estou morando em Belo Horizonte, ensinando engenharia na UFMG. "Mi casa es su casa".
seleme@cpdee.ufmg.br ou
selemejr@gmail.com
Abraços a todos.
Seleme
Seja muito bem vindo, amigo.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Vamos começar de novo!
Amigos, mais cinco anos passaram (voaram?), e estamos novamente na época de um novo encontro. Vamos começar as reuniões de preparação, e logo teremos definido o principal: a data do encontro. Todo o resto gira em torno dela. Este é um ano complicado, de eleições, olimpíadas - vá lá que alguém seja representante de alguma modalidade - enfim, há muito espaço preenchido, o que nos deixa com poucas opções. Por outro lado, tivemos mais cinco anos de trabalho, de vida, o que sem dúvida nos deixa com maior liberdade.
Nossas reuniões, como sempre, são abertas à participação de todos, apenas necessitamos que confirmem sua presença com antecedência para que possamos nos programar.
Todas as informações, assuntos definidos nas reuniões, fotos etc serão publicadas aqui, neste blog. Este é um espaço onde todos podem - e devem - se manifestar; com sua participação, fica mais divertido, dinâmico, interessante, portanto deixe a timidez (se bem que entendo não existir tímidos (as) com mais de 40 anos) de lado e MANIFESTE-SE!
Use o comentário, mande um email, mesmo telefone que todos ficarão sabendo do seu interesse.
Bem, deixo-os com a foto do último encontro, para "despertar o desejo".
Nossas reuniões, como sempre, são abertas à participação de todos, apenas necessitamos que confirmem sua presença com antecedência para que possamos nos programar.
Todas as informações, assuntos definidos nas reuniões, fotos etc serão publicadas aqui, neste blog. Este é um espaço onde todos podem - e devem - se manifestar; com sua participação, fica mais divertido, dinâmico, interessante, portanto deixe a timidez (se bem que entendo não existir tímidos (as) com mais de 40 anos) de lado e MANIFESTE-SE!
Use o comentário, mande um email, mesmo telefone que todos ficarão sabendo do seu interesse.
Bem, deixo-os com a foto do último encontro, para "despertar o desejo".
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Leia, reflita, manifeste-se.
Prezados amigos,
O Colégio Catarinense, bem sabemos, mais do que ao ensino, dedicava-se à formação integral dos seus alunos. Os princípios religiosos e de cidadania, alicerçados por nossos pais, foram efetiva e cotidianamente reforçados no Colégio.
Já destacamos, aqui no blog, pontos do regulamento dos alunos que dizem respeito ao comportamento de cada um FORA das dependências da instituição. Ética, responsabilidade, cidadania, respeito às instituições, enfim, os pilares da civilidade, imprescindíveis na construção de uma sociedade justa, hoje fazem parte de nós.
Lembro-os disto para introduzir um artigo que poderá gerar polêmica aqui no blog. Bem sei que este blog foi idealizado para reunir os colegas para nossa festa de 35 anos de formados, porém hoje revela-se um instrumento bom demais para ser "abandonado" pelos próximos cinco anos, até nossa 40º jubileu. De toda forma, mesmo a polêmica nos manterá em contato, portanto não fugiremos aos objetivos do blog.
Quem quiser comentar, utilize o link "comentários" logo abaixo deste post. Os comentários não são moderados, são publicados como originalmente escritos.
Deixo-os com o artigo, uma reflexão e um paralelo da história que vivenciamos e dos dias que vivemos, e lanço a pergunta: continuaremos inertes?
A Revolução Democrática de 31 de Março de 1964
Gen Div (Res) Ulisses Lisboa Perazzo Lannes
INTRODUÇÃO
Episódio decisivo de nosso passado recente, a Revolução Democrática de 31 de Março há 43 anos recebe, do Clube Militar, singela e justa homenagem.
Em nossos dias, diante da avassaladora campanha há décadas conduzida pelos derrotados de 1964, “Comemorar a Revolução” adquire ainda maior significância, especialmente porque as gerações mais novas, expostas aos ventos da revolução cultural gramcista, foram ensinadas a ver, no 31 de Março, a data do “golpe que implantou no país os anos de chumbo de sanguinária ditadura militar.”
“Comemorar a Revolução” representa, portanto, preciosa oportunidade para refutar falsificações, exageros e mentiras; e, sobretudo, para recordar, compreender, avaliar, exaltar e escutar os acontecimentos, os feitos e os ensinamentos daquela momentosa quadra da História pátria.
31 DE MARÇO: TEMPO DE RECORDAR E DE COMPREENDER
Antecedentes. Nos primeiros anos da década de 1960 o Brasil passou a viver período de crescente instabilidade política, militar e institucional. Após o governo Juscelino Kubitschek, as eleições presidenciais de 1960 haviam consagrado o nome do Sr. Jânio Quadros. Vestido, ao longo da campanha, com a capa da moralização das práticas políticas e do combate à corrupção, desde logo o novo presidente revelou seu temperamento instável e autoritário e passou a assumir atitudes que pouca
dúvida deixavam quanto a suas reais intenções de investir-se de poderes discricionários. Cerca de seis meses após assumir o governo, simulou renunciar à presidência, alegando não poder enfrentar as “forças ocultas” que o impediam de cumprir os compromissos assumidos com o povo brasileiro.
Sabedor das sérias objeções e restrições que se faziam ao vice-presidente — o João Goulart (o “Jango”) — contava Jânio que a simulada renúncia não seria aceita e que o clamor público o faria retornar ao Palácio do Planalto com plenos poderes, livre e desimpedido das amarras constitucionais.
O estratagema não funcionou! O Congresso aceitou a renúncia e preparou-se para empossar o vice-presidente, então em viagem pela China Comunista. Visto pela oposição e pelas Forças Armadas como herdeiro da política varguista e simpático ao comunismo, a posse de Goulart enfrentou sérias resistências, dividiu o Exército e colocou o país à beira da guerra civil. Diante do impasse, adotou-se o parlamentarismo, e Goulart, finalmente, assumiu a presidência em 7 Set 1961, como chefe de estado, mas não de governo.
De duração efêmera, o regime parlamentarista foi rejeitado pela esmagadora maioria da
população, em plebiscito realizado em janeiro de 1963.
O CAOS PROGRAMADO.
Investido dos plenos poderes presidenciais, João Goulart rapidamente passou a
conduzir ações no sentido de implementar projeto golpista que desaguaria em um regime totalitário de esquerda. Insuflado e orientado por seu cunhado, Leonel Brizola, pregava a necessidade de “reformas de base” e a implantação de uma “república sindicalista”. Controlando o aparelho sindical, o governo promovia o grevismo, a anarquia e o caos, e o país passou a viver dias de intranqüilidade, estagnação
econômica e inflação descontrolada. Enfrentar e debelar tão graves problemas, afirmavam Jango e seus aliados, impunha a necessidade urgente de “reformas de base”, “com ou sem o Congresso, na lei ou na marra!” A mensagem não poderia ser mais clara!
OS COMUNISTAS.
Aliado ao esquema governista, porém com seus próprios objetivos, identificava-se
ainda um projeto revolucionário marxista-leninista, conduzido pelo Partido Comunista Brasileiro e seu líder, Luiz Carlos Prestes. A manobra revolucionária buscava uma “frente única” e a concretização de uma “Revolução Democrática Burguesa”, ao aliar-se à insurreição “burguesa” de Goulart e Brizola. Ao adotar esse processo, o PCB revelava fiel e rígida observância às diretrizes de Moscou, que recomendavam o “assalto ao poder pela via pacífica”, em contraposição a linhas de ação mais
açodadas e radicais (foquistas, trotskistas e maoístas), defensoras da luta armada.
As Forças Armadas. Curiosamente, ambas as correntes — a janguista-brizolista e a comunista — viam na adesão e participação das Forças Armadas e, em especial do Exército, condição imprescindível para a conquista de seus objetivos.
Para isso, fazia-se mister neutralizar, enfraquecer e solapar as lideranças contrárias aos seus desígnios e montar um “dispositivo militar” confiável, capaz de permitir e apoiar a ensandecida marcha no rumo do totalitarismo. Os chefes militares foram classificados em dois grandes grupos: havia os “generais do povo” e os “entreguistas”; as divisões internas foram fomentadas; e criou-se artificial e perigosa cisão entre oficiais e graduados. Os sagrados princípios da hierarquia e da disciplina passaram a sofrer permanente ataque.
Em janeiro de 1964, em viagem a Moscou, Prestes deixou claro o papel e a importância dos militares brasileiros no processo revolucionário vermelho:
... Oficiais nacionalistas e comunistas assegurarão, pela força, um governo nacionalista e antiimperialista... As reformas de base acelerarão a conquista dos objetivos revolucionários... O grande trunfo será o dispositivo militar.
A Escalada e os Cenários Prováveis.
Em março de 1964, a desordem e a intranqüilidade atingiram novos patamares. Sucediam-se as greves, e aumentavam as arruaças e ameaças de intervenção de grupos armados ligados a Brizola. A população sofria com o desabastecimento, os freqüentes e
inopinados cortes de energia elétrica e a quase diária paralisação do transporte público.
Arregimentada pela grande imprensa, pela Igreja católica e por líderes políticos, a opinião pública começara a protestar e a participar, maciçamente, de manifestações contra aquele estado de coisas. Em tão conturbado ambiente, três eram os cenários mais prováveis para a evolução do quadro nacional: a implantação de um regime ditatorial de esquerda; o agravamento do anarquismo sindical; e a eclosão de uma guerra civil com conotações ideológicas. Claramente, a sucessão democrática normal, prevista para ocorrer no ano seguinte (1965) tornava-se a cada dia mais distante e implausível.
Confiantes nas “forças populares” e no apoio do “dispositivo militar”, Jango, Brizola e Prestes buscaram escalar a crise, na certeza de alcançar, em curto prazo, desfecho favorável a seus propósitos.
Três episódios caracterizariam essa decisão: o comício realizado em frente ao prédio da Central do Brasil, em 13 de março, marcado pela agressividade e radicalização das posições; o motim de marinheiros e fuzileiros navais, em 25 de março; e o discurso pronunciado por João Goulart no Clube dos Subtenentes e Sargentos do Exército, em 30 de março.
O desfecho: um golpe? Dos três acontecimentos, os dois últimos influenciariam decisivamente a evolução dos acontecimentos, ainda que de maneira diametralmente oposta à imaginada por Goulart e seus companheiros de viagem. A incitação ao motim; o estímulo à quebra da hierarquia e da disciplina; a virulência de Jango; e a clara intenção de aprofundar a anarquia e a desordem despertaram nas forças vivas da nação a necessidade de pronta e enérgica reação, ainda que à custa da quebra da ordem constitucional. A destemida e intrépida decisão dos Generais Mourão e Guedes de iniciar, em Minas Gerais, com absoluta inferioridade de meios, o deslocamento em direção ao Rio de Janeiro e a Brasília, aglutinou e catalisou a resposta da sociedade brasileira aos desmandos e à subversão. A rapidez com que o movimento se fez vitorioso, sem encontrar a menor resistência de nenhum setor da sociedade, constitui a melhor prova do repúdio popular ao esquema golpista engendrado por Goulart e seus aliados.
A momentânea quebra da ordem institucional, respaldada e legitimada pelo Congresso e pelo imenso apoio popular, salvou a democracia, ameaçada pela intimidação do parlamento, pela pressão das massas sindicalizadas e pela anarquia das Forças Armadas. Desse modo, o 31 de Março de 1964 ... é, primordialmente, um fato político e não uma quartelada, como insinuam seus adversários e detratores...
*Não pode, pois, ser rotulado como golpe militar, como, aliás, atestou o jornalista Roberto Marinho, em editorial do jornal O Globo de 7 de outubro de 1984: Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada... Sem o povo, não haveria revolução, mas apenas um “pronunciamento” ou “golpe” com o qual não estaríamos solidários.*
Gen José S. Fábrega Loureiro e Cel Pedro Schirmer, em “A Revolução de 1964” - Correio Brasiliense, 29 Mar 04.
31 DE MARÇO: TEMPO DE AVALIAR
Uma ditadura? Desencadeada para impedir a implantação do totalitarismo de esquerda, a Revolução demoraria muito mais do que o inicialmente previsto e desejado por seus líderes para devolver o poder a um civil eleito democraticamente.
A causa principal do alongamento do regime reside, sem dúvida, na necessidade de enfrentar a subversão e a luta armada, intensificadas a partir de 1968 por organizações comuno-terroristas. Pela mesma razão, viu-se obrigado a lançar mão, em momentos extremos, de recursos amargos para impedir o país de mergulhar em prolongada guerrilha urbana e rural, deflagrada com o claro objetivo de implantar no país a “ditadura do proletariado”. Não obstante o necessário e eventual uso de medidas de força, a Revolução sempre teve como meta o restabelecimento pleno da democracia.
Aliás, é bom lembrar que seu último presidente, o General Figueiredo, governou durante seis anos sem nenhum dos poderes discricionários outorgados por atos revolucionários.
Não parece justo, portanto, acoimar de ditatorial um regime que exigiu o rodízio de lideranças, não praticou o culto da personalidade, não adotou o modelo do partido único, manteve os instrumentos de legalidade formais e, por fim, auto-limitou-se. Mais uma vez, a palavra do jornalista Roberto Marinho ilustra e esclarece:
“Não há memória de que haja ocorrido aqui, ou em qualquer outro país, um regime de
força, consolidado há mais de vinte anos, que tenha utilizado seu próprio arbítrio para se auto-limitar, extinguindo os poderes de exceção, anistiando adversários, ensejando novos quadros partidários, em plena liberdade de imprensa. É esse, indubitavelmente, o maior feito da revolução de 1964.”
(Julgamento da Revolução - O Globo - 7 de outubro de 1984)
OS ÊXITOS.
Ao restabelecer o clima de ordem e paz e o princípio da autoridade, o período revolucionário propiciou profundas, benéficas e duradouras transformações. Nunca antes, na história deste país (e nem depois), viveu-se tempo de tão acelerado progresso e concretas realizações. O quadro abaixo permite esclarecedora comparação:
Período
1964/84 1985/89 1990/94 1995/02 2003/07
Média/Ano
6,29 4,39 1,24 2,31 3,78
Taxa Média/Ano de Crescimento Econômico Real Expresso em % do PIB - Fonte: IBGE
Apresentando taxas de crescimento não mais atingidas, o Brasil passou do 49º para o 8º lugar, entre as economias do mundo. Dentre outros feitos, a infra-estrutura do país foi modernizada e ampliada; todas as capitais estaduais passaram a ser interligadas fisicamente, por estradas de muito boa qualidade; incorporou-se efetivamente a Amazônia ao patrimônio nacional; desenvolveram-se as indústrias naval e aeronáutica; criaram-se a Empresa Brasileira de Pesquisa Agrária e a Empresa Brasileira de Telecomunicações; multiplicou-se por 9 a potência elétrica instalada, por 6 as reservas de petróleo e por 15 as receitas com exportações; e as fronteiras econômicas expandiram-se, com a adoção do Mar de 200 Milhas.
Iguais êxitos foram alcançados na área social, por intermédio de medidas como, por exemplo, a incorporação à Previdência Social de 20 milhões de trabalhadores rurais; a promulgação do Estatuto da Terra; a criação de órgãos e instrumentos de ação social como o FGTS e o PIS/PASEP; e a instituição do MOBRAL e do Projeto Rondon.
Diante de tão expressivas e incontestáveis realizações, não é exagero afirmar-se que a Revolução modernizou o Brasil e plantou as bases físicas que, ainda hoje, alicerçam a caminhada do país no rumo do pleno desenvolvimento, como sociedade livre e democrática.
Certamente, equívocos foram cometidos. O balanço, todavia, é inquestionavelmente positivo, e a análise isenta do período, “descompromissada com o emocionalismo próprio dos perdedores”, certamente revela resultados extremamente favoráveis, muito diferentes da “versão construída pelas esquerdas, com bases em referências ideológicas inconsistentes e ultrapassadas”.
31 DE MARÇO: TEMPO DE EXALTAR
Comemorar a Revolução Democrática de 31 de Março de 1964 é também exaltar!
Exaltar e homenagear as lideranças civis e militares que há quarenta e quatro anos
demonstraram a visão, o arrojo e o destemor para arrostar os perigos da hora presente e arrastar a nação pelos caminhos que haveriam de possibilitar a preservação da democracia e a preservá-la do comunismo.
Exaltar e homenagear os chefes militares que exerceram a presidência da república com os olhos postos, somente, na grandeza e nos interesses da pátria. Que pautaram suas atitudes pelo comedimento e pelo decoro; que levaram uma vida austera, sem jactâncias ou demonstrações de arrogância; que não se entregaram a conchavos, buscando reeleger-se ou perpetuar-se no cargo; que não permitiram o culto a suas personalidades; que não vacilaram em adotar medidas duras e impopulares, em vez de ceder às práticas do assistencialismo e do populismo voltados para a manutenção de vantagens eleitorais; que selecionaram equipes administrativas com base no mérito, e
não para atender interesses subalternos; que se portaram com altivez e independência, sem se preocupar em agradar grupelhos e corriolas ideológicas; que procuraram servir, e não servir-se do cargo para enriquecer ou enriquecer seus familiares; e que, ao término dos mandatos, saíram de cena com a serenidade própria de quem soube cumprir a missão.
Exaltar e homenagear, principalmente, os incontáveis brasileiros, militares e civis, heróis anônimos que travaram e venceram o “Combate nas Trevas” contra a luta armada desencadeada em nossas cidades e no campo por ensandecidos brasileiros cooptados por facções do comunismo internacional. A expressiva frase cunhada pelo General Walter Pires de Carvalho e Albuquerque, antigo Ministro do Exército, hoje gravada nas paredes de várias de nossas organizações militares, sintetiza a exaltação e a homenagem devidas a esses compatriotas:
“Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora de agressão e da adversidade,
cumpriram o duro dever de se opor a agitadores e terroristas, de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia”
Sim, estaremos sempre solidários, enquanto proclamarmos, com a força e o vigor possíveis, a “Grande Mentira” contida na afirmação de que a luta armada originou-se da opressão exercida pelos governos revolucionários, sobretudo a partir da edição do Ato Institucional Nr 5. Pois, como revela o corajoso e franco depoimento de ex-integrante de um grupo guerrilheiro (sublinhados acrescentados),
*
Não compartilho a lenda de que no fim de 1960 e no início de 1970 nós (inclusive eu) fomos o braço armado de uma resistência democrática. Acho isso um mito surgido durante a campanha da anistia. Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentem como instrumento da resistência democrática.
*
Depoimento prestado por Daniel Aarão Reis, ex-militante do MR-8, atualmente Professor de História Contemporânea na Federal Fluminense, em entrevista a O Globo
Estaremos sempre solidários, enquanto lembrarmos que o sacrifício supremo feito por tantos brasileiros tombados na defesa da democracia e da legalidade não recebe ou recebeu as vultosas e obscenas indenizações pagas com dinheiro público aos que roubaram, assaltaram, seqüestram e mataram.
Estaremos sempre solidários enquanto repudiarmos as tentativas de opor o “Exército de hoje, democrático e profissional”, ao “Exército de ontem, golpista e torturador”.
Estaremos sempre solidários, enquanto não permanecermos em acovardado silêncio diante da farsa de meliantes que, em vez de se envergonharem de seus crimes ganham redobrada ousadia e organizam-se para difamar e até levar às barras dos tribunais honrados militares que cumpriram o duro dever de combatê-los.
Estaremos sempre solidários, enquanto compreendermos que a democracia impõe a convivência harmoniosa e respeitável entre contrários, mas não exige a bajulação, a subserviência, as homenagens e as condecorações a antigos agitadores e terroristas que, de armas na mão, procuraram levar a Nação à anarquia e ao comunismo.
31 DE MARÇO: TEMPO DE ALERTAR
Comemorar o 31 de Março, finalmente, convida-nos a ouvir vozes de alerta!
Alerta, porque (para usar as palavras de respeitado Chefe militar) “No momento em que carece o país de exemplos de lealdade, de prática da verdade, de honestidade, de probidade e de seriedade; no momento em que ventos antidemocráticos sopram na América do Sul; no momento em que se reescreve e distorce a História, com vil visão marxista”, é preciso relembrar e meditar sobre os ideais de 1964.
Alerta, porque, apesar de todas as demonstrações de tolerância, respeito à ordem democrática e perdão aos criminosos de ontem, as Forças Armadas continuam marginalizadas e tratadas com descaso e mal disfarçada hostilidade. Alijadas das esferas decisórias da República, em nome da concórdia tudo têm aceito, até o inaceitável, como o pagamento de régias recompensas a traidores e desertores que se levantaram para implantar, em nosso país, ditadura de modelo castrista, maoísta e
soviética.
Alerta, porque, na revolução cultural gramcista, “Heróis não são mais os que morreram pela liberdade, mas os que mataram pela escravidão, e as homenagens não são mais para os homens da lei, mas para os homens sem lei”.
Alerta, porque enquanto o banditismo alimentado pelo tráfico de drogas aterroriza cidades, ceifa vidas e enluta milhares de famílias; o país integra foro de países que trata como aliada organização narco-guerrilheira de país vizinho, com claras e evidentes ramificações em nosso território.
Alerta, porque, tolerados e apoiados pelo Estado e pelo estrangeiro, grupos revolucionários atuam livremente em todo o país e com invulgar capacidade de mobilização, invadem terras produtivas, destroem propriedades, incendeiam instalações e depredam preciosos laboratórios, na certeza de que estão acima e além da lei.
Alerta, porque a pretexto de defender etnias indígenas, organizações não-governamentais e entidades com sede no estrangeiro controlam, na prática, ponderáveis porções do território nacional; e, recentemente, conseguiram, até mesmo, proibir um oficial-general do Exército de acompanhar, em área sob sua jurisdição, visita de autoridade ministerial.
Alerta, porque a sociedade, anestesiada por décadas de intoxicante doutrinação, assiste, impassível, a omissão e a cumplicidade criarem, no país, clima de desapreço à verdade e à ética, de desrespeito à justiça, de desmoralização de instituições, de negociatas e escândalos.
Que “o Brasil de todos” (de todos os brasileiros de bem), o Brasil verde e amarelo azul e branco, o Brasil que soube dizer “Não!” à cor vermelha em 1964, ao ouvir essas vozes de alerta, possa responder como as sentinelas das velhas fortalezas portuguesas, que em suas rondas rompiam o silêncio da noite com o brado: “Alerta estou!”.
CONCLUSÃO
Como qualquer data histórica, comemorar a Revolução de 31 de Março de 1964 requer serena reflexão, para que possamos efetivamente entendê-la, avaliá-la, exaltá-la e dela retirar ensinamentos.
Não se esgota, porém, nesses verbos, a tradicional comemoração promovida pelo Clube Militar. Porque, ao comemorá-la e proclamar seus feitos e ideais, o que fazemos é buscar a fé e a inspiração para continuar a lutar pela preservação das liberdades democráticas da Nação e a trabalhar pela construção de uma Pátria justa... e pelo bem do Brasil!
O Colégio Catarinense, bem sabemos, mais do que ao ensino, dedicava-se à formação integral dos seus alunos. Os princípios religiosos e de cidadania, alicerçados por nossos pais, foram efetiva e cotidianamente reforçados no Colégio.
Já destacamos, aqui no blog, pontos do regulamento dos alunos que dizem respeito ao comportamento de cada um FORA das dependências da instituição. Ética, responsabilidade, cidadania, respeito às instituições, enfim, os pilares da civilidade, imprescindíveis na construção de uma sociedade justa, hoje fazem parte de nós.
Lembro-os disto para introduzir um artigo que poderá gerar polêmica aqui no blog. Bem sei que este blog foi idealizado para reunir os colegas para nossa festa de 35 anos de formados, porém hoje revela-se um instrumento bom demais para ser "abandonado" pelos próximos cinco anos, até nossa 40º jubileu. De toda forma, mesmo a polêmica nos manterá em contato, portanto não fugiremos aos objetivos do blog.
Quem quiser comentar, utilize o link "comentários" logo abaixo deste post. Os comentários não são moderados, são publicados como originalmente escritos.
Deixo-os com o artigo, uma reflexão e um paralelo da história que vivenciamos e dos dias que vivemos, e lanço a pergunta: continuaremos inertes?
A Revolução Democrática de 31 de Março de 1964
Gen Div (Res) Ulisses Lisboa Perazzo Lannes
INTRODUÇÃO
Episódio decisivo de nosso passado recente, a Revolução Democrática de 31 de Março há 43 anos recebe, do Clube Militar, singela e justa homenagem.
Em nossos dias, diante da avassaladora campanha há décadas conduzida pelos derrotados de 1964, “Comemorar a Revolução” adquire ainda maior significância, especialmente porque as gerações mais novas, expostas aos ventos da revolução cultural gramcista, foram ensinadas a ver, no 31 de Março, a data do “golpe que implantou no país os anos de chumbo de sanguinária ditadura militar.”
“Comemorar a Revolução” representa, portanto, preciosa oportunidade para refutar falsificações, exageros e mentiras; e, sobretudo, para recordar, compreender, avaliar, exaltar e escutar os acontecimentos, os feitos e os ensinamentos daquela momentosa quadra da História pátria.
31 DE MARÇO: TEMPO DE RECORDAR E DE COMPREENDER
Antecedentes. Nos primeiros anos da década de 1960 o Brasil passou a viver período de crescente instabilidade política, militar e institucional. Após o governo Juscelino Kubitschek, as eleições presidenciais de 1960 haviam consagrado o nome do Sr. Jânio Quadros. Vestido, ao longo da campanha, com a capa da moralização das práticas políticas e do combate à corrupção, desde logo o novo presidente revelou seu temperamento instável e autoritário e passou a assumir atitudes que pouca
dúvida deixavam quanto a suas reais intenções de investir-se de poderes discricionários. Cerca de seis meses após assumir o governo, simulou renunciar à presidência, alegando não poder enfrentar as “forças ocultas” que o impediam de cumprir os compromissos assumidos com o povo brasileiro.
Sabedor das sérias objeções e restrições que se faziam ao vice-presidente — o João Goulart (o “Jango”) — contava Jânio que a simulada renúncia não seria aceita e que o clamor público o faria retornar ao Palácio do Planalto com plenos poderes, livre e desimpedido das amarras constitucionais.
O estratagema não funcionou! O Congresso aceitou a renúncia e preparou-se para empossar o vice-presidente, então em viagem pela China Comunista. Visto pela oposição e pelas Forças Armadas como herdeiro da política varguista e simpático ao comunismo, a posse de Goulart enfrentou sérias resistências, dividiu o Exército e colocou o país à beira da guerra civil. Diante do impasse, adotou-se o parlamentarismo, e Goulart, finalmente, assumiu a presidência em 7 Set 1961, como chefe de estado, mas não de governo.
De duração efêmera, o regime parlamentarista foi rejeitado pela esmagadora maioria da
população, em plebiscito realizado em janeiro de 1963.
O CAOS PROGRAMADO.
Investido dos plenos poderes presidenciais, João Goulart rapidamente passou a
conduzir ações no sentido de implementar projeto golpista que desaguaria em um regime totalitário de esquerda. Insuflado e orientado por seu cunhado, Leonel Brizola, pregava a necessidade de “reformas de base” e a implantação de uma “república sindicalista”. Controlando o aparelho sindical, o governo promovia o grevismo, a anarquia e o caos, e o país passou a viver dias de intranqüilidade, estagnação
econômica e inflação descontrolada. Enfrentar e debelar tão graves problemas, afirmavam Jango e seus aliados, impunha a necessidade urgente de “reformas de base”, “com ou sem o Congresso, na lei ou na marra!” A mensagem não poderia ser mais clara!
OS COMUNISTAS.
Aliado ao esquema governista, porém com seus próprios objetivos, identificava-se
ainda um projeto revolucionário marxista-leninista, conduzido pelo Partido Comunista Brasileiro e seu líder, Luiz Carlos Prestes. A manobra revolucionária buscava uma “frente única” e a concretização de uma “Revolução Democrática Burguesa”, ao aliar-se à insurreição “burguesa” de Goulart e Brizola. Ao adotar esse processo, o PCB revelava fiel e rígida observância às diretrizes de Moscou, que recomendavam o “assalto ao poder pela via pacífica”, em contraposição a linhas de ação mais
açodadas e radicais (foquistas, trotskistas e maoístas), defensoras da luta armada.
As Forças Armadas. Curiosamente, ambas as correntes — a janguista-brizolista e a comunista — viam na adesão e participação das Forças Armadas e, em especial do Exército, condição imprescindível para a conquista de seus objetivos.
Para isso, fazia-se mister neutralizar, enfraquecer e solapar as lideranças contrárias aos seus desígnios e montar um “dispositivo militar” confiável, capaz de permitir e apoiar a ensandecida marcha no rumo do totalitarismo. Os chefes militares foram classificados em dois grandes grupos: havia os “generais do povo” e os “entreguistas”; as divisões internas foram fomentadas; e criou-se artificial e perigosa cisão entre oficiais e graduados. Os sagrados princípios da hierarquia e da disciplina passaram a sofrer permanente ataque.
Em janeiro de 1964, em viagem a Moscou, Prestes deixou claro o papel e a importância dos militares brasileiros no processo revolucionário vermelho:
... Oficiais nacionalistas e comunistas assegurarão, pela força, um governo nacionalista e antiimperialista... As reformas de base acelerarão a conquista dos objetivos revolucionários... O grande trunfo será o dispositivo militar.
A Escalada e os Cenários Prováveis.
Em março de 1964, a desordem e a intranqüilidade atingiram novos patamares. Sucediam-se as greves, e aumentavam as arruaças e ameaças de intervenção de grupos armados ligados a Brizola. A população sofria com o desabastecimento, os freqüentes e
inopinados cortes de energia elétrica e a quase diária paralisação do transporte público.
Arregimentada pela grande imprensa, pela Igreja católica e por líderes políticos, a opinião pública começara a protestar e a participar, maciçamente, de manifestações contra aquele estado de coisas. Em tão conturbado ambiente, três eram os cenários mais prováveis para a evolução do quadro nacional: a implantação de um regime ditatorial de esquerda; o agravamento do anarquismo sindical; e a eclosão de uma guerra civil com conotações ideológicas. Claramente, a sucessão democrática normal, prevista para ocorrer no ano seguinte (1965) tornava-se a cada dia mais distante e implausível.
Confiantes nas “forças populares” e no apoio do “dispositivo militar”, Jango, Brizola e Prestes buscaram escalar a crise, na certeza de alcançar, em curto prazo, desfecho favorável a seus propósitos.
Três episódios caracterizariam essa decisão: o comício realizado em frente ao prédio da Central do Brasil, em 13 de março, marcado pela agressividade e radicalização das posições; o motim de marinheiros e fuzileiros navais, em 25 de março; e o discurso pronunciado por João Goulart no Clube dos Subtenentes e Sargentos do Exército, em 30 de março.
O desfecho: um golpe? Dos três acontecimentos, os dois últimos influenciariam decisivamente a evolução dos acontecimentos, ainda que de maneira diametralmente oposta à imaginada por Goulart e seus companheiros de viagem. A incitação ao motim; o estímulo à quebra da hierarquia e da disciplina; a virulência de Jango; e a clara intenção de aprofundar a anarquia e a desordem despertaram nas forças vivas da nação a necessidade de pronta e enérgica reação, ainda que à custa da quebra da ordem constitucional. A destemida e intrépida decisão dos Generais Mourão e Guedes de iniciar, em Minas Gerais, com absoluta inferioridade de meios, o deslocamento em direção ao Rio de Janeiro e a Brasília, aglutinou e catalisou a resposta da sociedade brasileira aos desmandos e à subversão. A rapidez com que o movimento se fez vitorioso, sem encontrar a menor resistência de nenhum setor da sociedade, constitui a melhor prova do repúdio popular ao esquema golpista engendrado por Goulart e seus aliados.
A momentânea quebra da ordem institucional, respaldada e legitimada pelo Congresso e pelo imenso apoio popular, salvou a democracia, ameaçada pela intimidação do parlamento, pela pressão das massas sindicalizadas e pela anarquia das Forças Armadas. Desse modo, o 31 de Março de 1964 ... é, primordialmente, um fato político e não uma quartelada, como insinuam seus adversários e detratores...
*Não pode, pois, ser rotulado como golpe militar, como, aliás, atestou o jornalista Roberto Marinho, em editorial do jornal O Globo de 7 de outubro de 1984: Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada... Sem o povo, não haveria revolução, mas apenas um “pronunciamento” ou “golpe” com o qual não estaríamos solidários.*
Gen José S. Fábrega Loureiro e Cel Pedro Schirmer, em “A Revolução de 1964” - Correio Brasiliense, 29 Mar 04.
31 DE MARÇO: TEMPO DE AVALIAR
Uma ditadura? Desencadeada para impedir a implantação do totalitarismo de esquerda, a Revolução demoraria muito mais do que o inicialmente previsto e desejado por seus líderes para devolver o poder a um civil eleito democraticamente.
A causa principal do alongamento do regime reside, sem dúvida, na necessidade de enfrentar a subversão e a luta armada, intensificadas a partir de 1968 por organizações comuno-terroristas. Pela mesma razão, viu-se obrigado a lançar mão, em momentos extremos, de recursos amargos para impedir o país de mergulhar em prolongada guerrilha urbana e rural, deflagrada com o claro objetivo de implantar no país a “ditadura do proletariado”. Não obstante o necessário e eventual uso de medidas de força, a Revolução sempre teve como meta o restabelecimento pleno da democracia.
Aliás, é bom lembrar que seu último presidente, o General Figueiredo, governou durante seis anos sem nenhum dos poderes discricionários outorgados por atos revolucionários.
Não parece justo, portanto, acoimar de ditatorial um regime que exigiu o rodízio de lideranças, não praticou o culto da personalidade, não adotou o modelo do partido único, manteve os instrumentos de legalidade formais e, por fim, auto-limitou-se. Mais uma vez, a palavra do jornalista Roberto Marinho ilustra e esclarece:
“Não há memória de que haja ocorrido aqui, ou em qualquer outro país, um regime de
força, consolidado há mais de vinte anos, que tenha utilizado seu próprio arbítrio para se auto-limitar, extinguindo os poderes de exceção, anistiando adversários, ensejando novos quadros partidários, em plena liberdade de imprensa. É esse, indubitavelmente, o maior feito da revolução de 1964.”
(Julgamento da Revolução - O Globo - 7 de outubro de 1984)
OS ÊXITOS.
Ao restabelecer o clima de ordem e paz e o princípio da autoridade, o período revolucionário propiciou profundas, benéficas e duradouras transformações. Nunca antes, na história deste país (e nem depois), viveu-se tempo de tão acelerado progresso e concretas realizações. O quadro abaixo permite esclarecedora comparação:
Período
1964/84 1985/89 1990/94 1995/02 2003/07
Média/Ano
6,29 4,39 1,24 2,31 3,78
Taxa Média/Ano de Crescimento Econômico Real Expresso em % do PIB - Fonte: IBGE
Apresentando taxas de crescimento não mais atingidas, o Brasil passou do 49º para o 8º lugar, entre as economias do mundo. Dentre outros feitos, a infra-estrutura do país foi modernizada e ampliada; todas as capitais estaduais passaram a ser interligadas fisicamente, por estradas de muito boa qualidade; incorporou-se efetivamente a Amazônia ao patrimônio nacional; desenvolveram-se as indústrias naval e aeronáutica; criaram-se a Empresa Brasileira de Pesquisa Agrária e a Empresa Brasileira de Telecomunicações; multiplicou-se por 9 a potência elétrica instalada, por 6 as reservas de petróleo e por 15 as receitas com exportações; e as fronteiras econômicas expandiram-se, com a adoção do Mar de 200 Milhas.
Iguais êxitos foram alcançados na área social, por intermédio de medidas como, por exemplo, a incorporação à Previdência Social de 20 milhões de trabalhadores rurais; a promulgação do Estatuto da Terra; a criação de órgãos e instrumentos de ação social como o FGTS e o PIS/PASEP; e a instituição do MOBRAL e do Projeto Rondon.
Diante de tão expressivas e incontestáveis realizações, não é exagero afirmar-se que a Revolução modernizou o Brasil e plantou as bases físicas que, ainda hoje, alicerçam a caminhada do país no rumo do pleno desenvolvimento, como sociedade livre e democrática.
Certamente, equívocos foram cometidos. O balanço, todavia, é inquestionavelmente positivo, e a análise isenta do período, “descompromissada com o emocionalismo próprio dos perdedores”, certamente revela resultados extremamente favoráveis, muito diferentes da “versão construída pelas esquerdas, com bases em referências ideológicas inconsistentes e ultrapassadas”.
31 DE MARÇO: TEMPO DE EXALTAR
Comemorar a Revolução Democrática de 31 de Março de 1964 é também exaltar!
Exaltar e homenagear as lideranças civis e militares que há quarenta e quatro anos
demonstraram a visão, o arrojo e o destemor para arrostar os perigos da hora presente e arrastar a nação pelos caminhos que haveriam de possibilitar a preservação da democracia e a preservá-la do comunismo.
Exaltar e homenagear os chefes militares que exerceram a presidência da república com os olhos postos, somente, na grandeza e nos interesses da pátria. Que pautaram suas atitudes pelo comedimento e pelo decoro; que levaram uma vida austera, sem jactâncias ou demonstrações de arrogância; que não se entregaram a conchavos, buscando reeleger-se ou perpetuar-se no cargo; que não permitiram o culto a suas personalidades; que não vacilaram em adotar medidas duras e impopulares, em vez de ceder às práticas do assistencialismo e do populismo voltados para a manutenção de vantagens eleitorais; que selecionaram equipes administrativas com base no mérito, e
não para atender interesses subalternos; que se portaram com altivez e independência, sem se preocupar em agradar grupelhos e corriolas ideológicas; que procuraram servir, e não servir-se do cargo para enriquecer ou enriquecer seus familiares; e que, ao término dos mandatos, saíram de cena com a serenidade própria de quem soube cumprir a missão.
Exaltar e homenagear, principalmente, os incontáveis brasileiros, militares e civis, heróis anônimos que travaram e venceram o “Combate nas Trevas” contra a luta armada desencadeada em nossas cidades e no campo por ensandecidos brasileiros cooptados por facções do comunismo internacional. A expressiva frase cunhada pelo General Walter Pires de Carvalho e Albuquerque, antigo Ministro do Exército, hoje gravada nas paredes de várias de nossas organizações militares, sintetiza a exaltação e a homenagem devidas a esses compatriotas:
“Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora de agressão e da adversidade,
cumpriram o duro dever de se opor a agitadores e terroristas, de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia”
Sim, estaremos sempre solidários, enquanto proclamarmos, com a força e o vigor possíveis, a “Grande Mentira” contida na afirmação de que a luta armada originou-se da opressão exercida pelos governos revolucionários, sobretudo a partir da edição do Ato Institucional Nr 5. Pois, como revela o corajoso e franco depoimento de ex-integrante de um grupo guerrilheiro (sublinhados acrescentados),
*
Não compartilho a lenda de que no fim de 1960 e no início de 1970 nós (inclusive eu) fomos o braço armado de uma resistência democrática. Acho isso um mito surgido durante a campanha da anistia. Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentem como instrumento da resistência democrática.
*
Depoimento prestado por Daniel Aarão Reis, ex-militante do MR-8, atualmente Professor de História Contemporânea na Federal Fluminense, em entrevista a O Globo
Estaremos sempre solidários, enquanto lembrarmos que o sacrifício supremo feito por tantos brasileiros tombados na defesa da democracia e da legalidade não recebe ou recebeu as vultosas e obscenas indenizações pagas com dinheiro público aos que roubaram, assaltaram, seqüestram e mataram.
Estaremos sempre solidários enquanto repudiarmos as tentativas de opor o “Exército de hoje, democrático e profissional”, ao “Exército de ontem, golpista e torturador”.
Estaremos sempre solidários, enquanto não permanecermos em acovardado silêncio diante da farsa de meliantes que, em vez de se envergonharem de seus crimes ganham redobrada ousadia e organizam-se para difamar e até levar às barras dos tribunais honrados militares que cumpriram o duro dever de combatê-los.
Estaremos sempre solidários, enquanto compreendermos que a democracia impõe a convivência harmoniosa e respeitável entre contrários, mas não exige a bajulação, a subserviência, as homenagens e as condecorações a antigos agitadores e terroristas que, de armas na mão, procuraram levar a Nação à anarquia e ao comunismo.
31 DE MARÇO: TEMPO DE ALERTAR
Comemorar o 31 de Março, finalmente, convida-nos a ouvir vozes de alerta!
Alerta, porque (para usar as palavras de respeitado Chefe militar) “No momento em que carece o país de exemplos de lealdade, de prática da verdade, de honestidade, de probidade e de seriedade; no momento em que ventos antidemocráticos sopram na América do Sul; no momento em que se reescreve e distorce a História, com vil visão marxista”, é preciso relembrar e meditar sobre os ideais de 1964.
Alerta, porque, apesar de todas as demonstrações de tolerância, respeito à ordem democrática e perdão aos criminosos de ontem, as Forças Armadas continuam marginalizadas e tratadas com descaso e mal disfarçada hostilidade. Alijadas das esferas decisórias da República, em nome da concórdia tudo têm aceito, até o inaceitável, como o pagamento de régias recompensas a traidores e desertores que se levantaram para implantar, em nosso país, ditadura de modelo castrista, maoísta e
soviética.
Alerta, porque, na revolução cultural gramcista, “Heróis não são mais os que morreram pela liberdade, mas os que mataram pela escravidão, e as homenagens não são mais para os homens da lei, mas para os homens sem lei”.
Alerta, porque enquanto o banditismo alimentado pelo tráfico de drogas aterroriza cidades, ceifa vidas e enluta milhares de famílias; o país integra foro de países que trata como aliada organização narco-guerrilheira de país vizinho, com claras e evidentes ramificações em nosso território.
Alerta, porque, tolerados e apoiados pelo Estado e pelo estrangeiro, grupos revolucionários atuam livremente em todo o país e com invulgar capacidade de mobilização, invadem terras produtivas, destroem propriedades, incendeiam instalações e depredam preciosos laboratórios, na certeza de que estão acima e além da lei.
Alerta, porque a pretexto de defender etnias indígenas, organizações não-governamentais e entidades com sede no estrangeiro controlam, na prática, ponderáveis porções do território nacional; e, recentemente, conseguiram, até mesmo, proibir um oficial-general do Exército de acompanhar, em área sob sua jurisdição, visita de autoridade ministerial.
Alerta, porque a sociedade, anestesiada por décadas de intoxicante doutrinação, assiste, impassível, a omissão e a cumplicidade criarem, no país, clima de desapreço à verdade e à ética, de desrespeito à justiça, de desmoralização de instituições, de negociatas e escândalos.
Que “o Brasil de todos” (de todos os brasileiros de bem), o Brasil verde e amarelo azul e branco, o Brasil que soube dizer “Não!” à cor vermelha em 1964, ao ouvir essas vozes de alerta, possa responder como as sentinelas das velhas fortalezas portuguesas, que em suas rondas rompiam o silêncio da noite com o brado: “Alerta estou!”.
CONCLUSÃO
Como qualquer data histórica, comemorar a Revolução de 31 de Março de 1964 requer serena reflexão, para que possamos efetivamente entendê-la, avaliá-la, exaltá-la e dela retirar ensinamentos.
Não se esgota, porém, nesses verbos, a tradicional comemoração promovida pelo Clube Militar. Porque, ao comemorá-la e proclamar seus feitos e ideais, o que fazemos é buscar a fé e a inspiração para continuar a lutar pela preservação das liberdades democráticas da Nação e a trabalhar pela construção de uma Pátria justa... e pelo bem do Brasil!
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